Os Millennials podem estar certos sobre o futuro do trabalho

Spencer Coon
Jul 20, 2017

Quase cinco anos atrás, deixei a agitação da cidade de Nova York, onde passei dois anos como Analista do Banco de Investimento no J.P. Morgan para me mudar para Santiago, Chile, onde co-fundei minha primeira startup, a Joincube. Atribuo a minha partida para a aventura juvenil, juntamente ao desejo de trabalhar em um projeto que eu realmente era apaixonado. No processo, me juntei a uma crescente população de “Millenials” que – gostem ou não – exigem uma abordagem diferente para o trabalho. No que diz respeito ao futuro do trabalho, com os Millenials que representam uma parcela crescente da força de trabalho global e um grande número de nós que se deslocam para cargos mais altos, já não somos os líderes do futuro. Nós somos os líderes de hoje. Gostaria de compartilhar minhas idéias sobre como eu não só me tornei uma líder de negócios milenar, mas também construí e agora mantenho uma força de trabalho milenar próspera.

No ano passado, a Deloitte realizou uma pesquisa sobre Millennials, onde eles concluíram que “os Millenials acham que a maioria das empresas não tem ambição além do lucro e há diferenças significativas no que acreditam que o objetivo do negócio deveria ser e o que eles percebem atualmente”. Em outubro de 2012, quando me mudei para o Chile, isso não poderia ter sido mais verdade para mim. Como um Millenial que sofreu no Banco de Investimento exigente e financeiramente impulsionada, desejei vender algo mais tangível do que o meu conselho financeiro.

A Emotive Brand, baseada em San Francisco, sugere que “quase qualquer empresa pode ser melhor se sua marca se conecta com pessoas com um nível emocionalmente significativo”. Na Hibox, tomamos essa abordagem “orientada a objetivos” tanto em nossas mensagens à nossos clientes e como em nossos escritórios. Temos mais de 20 pessoas em nossa equipe e é um grande desafio porque temos pessoas com base em 4 países diferentes, todos colaborando com o mesmo objetivo. Ao ter uma equipe tão diversificada e dispersa, nos certificamos de perguntar por que nossos potenciais funcionários estão interessados ​​em ajudar a construir e promover uma plataforma de colaboração.

O estereótipo geral dos Millennials é que somos impacientes para a promoção, dependentes dos elogios, resistentes às críticas e lamentavelmente mal preparados para o sucesso profissional. Porém, de acordo com o estudo da Deloitte acima mencionado, priorizamos um bom equilíbrio entre o trabalho e a vida, oportunidades para avançar como líderes e flexibilidade de horas ou local.

Na Hibox, temos pessoas na Argentina, no Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos, todas colaborando para o mesmo objetivo. Na verdade, somos muito afortunados pelo  fato que produto que fabricamos é o nosso maior facilitador de colaboração. Como uma plataforma que combina gerenciamento de tarefas com mensagens de equipe e videoconferência, somos capazes de gerenciar projetos e comunicar facilmente com nossa equipe, independentemente de onde estejamos.

Em 2016, mudamos a sede comercial da Hibox para Barcelona. Além de definir nosso próprio horário, eu gosto de ter a flexibilidade geográfica para fazer o trabalho. De acordo com um relatório da PwC, Millennials “serão atraídos para organizações que ofereçam uma atmosfera atraente, confortável e estimulante que combine de forma criativa trabalho e vida”.

Para a nossa empresa, Barcelona tem aquela atmosfera “que equilibra perfeitamente o trabalho e a vida pessoal”. Esta cidade atrai pessoas cosmopolitas que desejam trabalhar em um ambiente culturalmente enriquecedor.  E, se bem  uma semana de trabalho típica pode ser algo como a linda vista de nossa sede para Las Ramblas de Catalunya, com acesso às belas praias do Mediterrâneo e aos pitorescos picos dos Pirenéus, não se sabe onde você pode encontrar um empregado da Hibox buscando a próxima grande inspiração.

Tendo trabalhado no “outro lado”, não posso negar o estigma inevitável associado ao trabalhador do milênio. No entanto, Millennials são uma geração talentosa e dinâmica, e os melhores deles são difíceis de encontrar e ainda mais difíceis de manter. Os melhores deles já estão em alta demanda e os empregadores que atendem suas expectativas poderão aproveitar o talento desta geração.

 

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